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Alice e sua Sombra

Alice não é Ágata.
Alice não é Renata, Débora, Aline, Ana e muito menos Carolina.
Alice não é bailarina, professora de forró, santa ou indulgente.
Alice é só Alice mesmo. E mais nada.
Por enquanto...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Alice e sua cor

É difícil dizer aos outros quem é. Talvez por isso permaneça no anonimato. Era preto, mistério, angular, singular e múltiplo. Padrão.
Alice sempre preferia ser assim, preto no escuro, sombreada, inerente à mesmice do nada a dizer. Era a maneira mais fácil de sobreviver. De não aparecer.
Qualquer coisa que não fosse o preto, poderia ser de cor. Poderia ter uma cor bonita ou feia, porém óbvia. Verde é verde. Azul é azul. Sem meias palavras.
E por isso ser preto e sombrio era seu melhor esconderijo. Assim não correria o risco de se daparar com alguma coisa amarela, laranja, cinza, sei lá, boa ou ruim. Mas seria Alice exposta para visitantes. E ela não era um pássaro em extinção. Queria continuar sendo só mais uma na multidão.

4 comentários:

  1. Vc Alice sao as muitas vozes dentro de voz meio rouca e pausada que quer ganhar vida.
    Vc escreve bem Alice, nao desista do sonho de ganhar a vida escrevendo. Ja disse: eu compro um livro seu!
    Bjs

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  2. Faço minhas as palavras da Renata. Você é talentosa, e telentos não podem ficar no anônimato. Bjus.

    http://so-pensando.blogspot.com

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  3. Alice solicita ENCARECIDAMENTE continuar anônima... Só mais um pouquinho.

    Alice

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  4. Olá Alice!

    Somos um zine virtual, semanal e cara de pau, e gostaríamos de publicar alguns de seus textos em nossa próxima edição.
    Seu blogue nos foi indicado por um leitor.

    Se interessar, por favor, entre em contato através do e-mail atendimento@e-blogue.com.

    Grande abraço!

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Janela da alma... E sombra.

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