É difícil dizer aos outros quem é. Talvez por isso permaneça no anonimato. Era preto, mistério, angular, singular e múltiplo. Padrão.
Alice sempre preferia ser assim, preto no escuro, sombreada, inerente à mesmice do nada a dizer. Era a maneira mais fácil de sobreviver. De não aparecer.
Qualquer coisa que não fosse o preto, poderia ser de cor. Poderia ter uma cor bonita ou feia, porém óbvia. Verde é verde. Azul é azul. Sem meias palavras.
E por isso ser preto e sombrio era seu melhor esconderijo. Assim não correria o risco de se daparar com alguma coisa amarela, laranja, cinza, sei lá, boa ou ruim. Mas seria Alice exposta para visitantes. E ela não era um pássaro em extinção. Queria continuar sendo só mais uma na multidão.

Vc Alice sao as muitas vozes dentro de voz meio rouca e pausada que quer ganhar vida.
ResponderExcluirVc escreve bem Alice, nao desista do sonho de ganhar a vida escrevendo. Ja disse: eu compro um livro seu!
Bjs
Faço minhas as palavras da Renata. Você é talentosa, e telentos não podem ficar no anônimato. Bjus.
ResponderExcluirhttp://so-pensando.blogspot.com
Alice solicita ENCARECIDAMENTE continuar anônima... Só mais um pouquinho.
ResponderExcluirAlice
Olá Alice!
ResponderExcluirSomos um zine virtual, semanal e cara de pau, e gostaríamos de publicar alguns de seus textos em nossa próxima edição.
Seu blogue nos foi indicado por um leitor.
Se interessar, por favor, entre em contato através do e-mail atendimento@e-blogue.com.
Grande abraço!