Aí perguntaram: Então, Alice, o que gosta de fazer?
Putz!
Dúvida.
Calada.
Pensativa...
Responde: Eu gosto mesmo é de correr!
A resposta lhe foi tão surpreendente quanto para o interlocutor. Gosta de correr? O que faz aqui? Porque está vestida assim? - Deve ter pensado. Mas logo tudo haveria de fazer sentido.
Pois ora, Alice tinha sempre a cara lavada. Apesar das suas sardinhas e o cabelo negro, nada mais lhe era óbvio. Muito menos provocante. Poderia passa despercebida, embora nem sempre conseguisse. Mas poderia ser considerada “normal”, “comum” se no meio de outras mulheres. Tudo bem que era um pouco diferente. Era um pouco mais ousada, encarava olhos sem medo, levantava a face em sinal de confronto ou baixava o rosto para não dar de frente com nada. Andava sem medo de tropeços e escolhia a própria moda.
Isso poderia ser divergente da imagem que se tem de uma pessoa que responde que gosta de correr a uma resposta vaga. Poderia responder que gosta de comida japonesa, peças de teatro, filmes esquisitos, documentários, neurolinguística, estudos psicossomáticos, neuroses, metamorfoses ambulantes... Isso sim faria jus ao vestido rodado, ao rabo de cavalo, ao sapato sem salto, a cara de noite, olheiras e bocas. Mas “correr”? Realmente muito estranho.
Depois da despedida calorosa, Alice pôs-se a pensar. É. Realmente gostava muito de correr. Gostava também da aula de circo, da aula de mágica, do dia ensolarado, da cachoeira, do mar, das trilhas, de bicicleta... E gostava muito de correr. E de sair correndo. Sair trotando. Pulando. Gritando. Sempre gostou.
E, de noite, com a cabeça no travesseiro, pesquisou na sua memória onde tinha ficado este dispor todo que sair correndo, gritando.
E porque há tempos se ocupava muito mais de enfrentar o mundo com a cara lavada, encarando olhares e desviando pessoas em lugares que nem de perto lhe traziam prazer de uma corrida gritante.
Putz!
Dúvida.
Calada.
Pensativa...
Responde: Eu gosto mesmo é de correr!
A resposta lhe foi tão surpreendente quanto para o interlocutor. Gosta de correr? O que faz aqui? Porque está vestida assim? - Deve ter pensado. Mas logo tudo haveria de fazer sentido.
Pois ora, Alice tinha sempre a cara lavada. Apesar das suas sardinhas e o cabelo negro, nada mais lhe era óbvio. Muito menos provocante. Poderia passa despercebida, embora nem sempre conseguisse. Mas poderia ser considerada “normal”, “comum” se no meio de outras mulheres. Tudo bem que era um pouco diferente. Era um pouco mais ousada, encarava olhos sem medo, levantava a face em sinal de confronto ou baixava o rosto para não dar de frente com nada. Andava sem medo de tropeços e escolhia a própria moda.
Isso poderia ser divergente da imagem que se tem de uma pessoa que responde que gosta de correr a uma resposta vaga. Poderia responder que gosta de comida japonesa, peças de teatro, filmes esquisitos, documentários, neurolinguística, estudos psicossomáticos, neuroses, metamorfoses ambulantes... Isso sim faria jus ao vestido rodado, ao rabo de cavalo, ao sapato sem salto, a cara de noite, olheiras e bocas. Mas “correr”? Realmente muito estranho.
Depois da despedida calorosa, Alice pôs-se a pensar. É. Realmente gostava muito de correr. Gostava também da aula de circo, da aula de mágica, do dia ensolarado, da cachoeira, do mar, das trilhas, de bicicleta... E gostava muito de correr. E de sair correndo. Sair trotando. Pulando. Gritando. Sempre gostou.
E, de noite, com a cabeça no travesseiro, pesquisou na sua memória onde tinha ficado este dispor todo que sair correndo, gritando.
E porque há tempos se ocupava muito mais de enfrentar o mundo com a cara lavada, encarando olhares e desviando pessoas em lugares que nem de perto lhe traziam prazer de uma corrida gritante.

Já me disseram certa fez que correr, o sentir o vento no rosto, é uma forma de voar, de ter liberdade, de sentir-se livre... Talvez lhe aconteça fenômeno igual. Respondi o e-mail, pode postar o texto. Bjus.
ResponderExcluirhttp://contesta-acao.blogspot.com