Tapo os ouvidos para não ouvir
Fecho os olhos para sentir minhas lágrimas quentes me salgarem o rosto
Tento não ver, não escutar pra não sentir
Coloquei agora algodão em cada buraquinho por onde passam informações
Meus tumultos são muito doloridos e este seu sorriso me machuca
Seu olhar me fere e sua cara de cumplicidade me golpeia
Tapo os olhos pra não sentir o cheiro podre
Fecho-me para não encarar futilidades que ainda tentam me apanhar
Tento me esconder dos ataques que por tempos me saudaram
Escolho não ouvir prolongadas cenas recortadas
Enquanto estou aqui, sentada neste espinho, faço força pra suportar alegremente e não me contaminar pelo tchau azedo que estou prestes a dar. Porque não gosto de podridões, de coisa enlatada vencida, de açúcar mascavo cor de rosa que não é. Não quero falsas lembranças. Quero-as de verdade pra mim. E ainda quero pra você também. Se mea culpa lhe parece, de fato, isso pouco me importa. Me importa querer de verdade.
Por isso me tapo, me fecho, me escondo. Pra não levar o feio, o incômodo e o chato. Quero a barca leve. Com a leveza que vim quero ir. Não quero peso de tambores, de passos, de containeres de facilidades adquiridas. Quero zarpar limpa, de alma livre, com vento fluindo.
Me chego de tempestade. Essa que nos causamos, por mim e por você. Essa que nos transformou em eternos desconfiados, quase inimigos, ex-cúmplices e fraternos. Quero a liberdade de ir só. Sem te carregar como fardo.
É por isso que tapo os ouvidos para não ouvir
E fecho os olhos
E se perguntarem o porquê dos algodões diga a la “Pétalas de uma Flor em Mim”, que já cuspi sangue dos cactos que engoli e que agora solto bolinhas brancas das nuvens que resolvi saborear.
E aos preocupados diga que fui como haveria de não voltar. Fui-me embora para onde encosto esta porta, pulo pela janela e vou encontrar um labirinto cheio de cores novas aonde vou me atirar. Deixo somente meus algodões e a leveza do meu estar. De resto, até um dia, até de novo, o destino das escolhas nos faça reencontrar.
Seco as algas da face, clareio o rubro da face, descarrego-me das dores, das mutilações e das guerras que batalhamos. Me provoco leveza, paciência e equilíbrio. Porque vou-me. E te deixo sem vírus, sem doença e sem dor. Fiquemos bem.
Abro os olhos e agora vou.
Fecho os olhos para sentir minhas lágrimas quentes me salgarem o rosto
Tento não ver, não escutar pra não sentir
Coloquei agora algodão em cada buraquinho por onde passam informações
Meus tumultos são muito doloridos e este seu sorriso me machuca
Seu olhar me fere e sua cara de cumplicidade me golpeia
Tapo os olhos pra não sentir o cheiro podre
Fecho-me para não encarar futilidades que ainda tentam me apanhar
Tento me esconder dos ataques que por tempos me saudaram
Escolho não ouvir prolongadas cenas recortadas
Enquanto estou aqui, sentada neste espinho, faço força pra suportar alegremente e não me contaminar pelo tchau azedo que estou prestes a dar. Porque não gosto de podridões, de coisa enlatada vencida, de açúcar mascavo cor de rosa que não é. Não quero falsas lembranças. Quero-as de verdade pra mim. E ainda quero pra você também. Se mea culpa lhe parece, de fato, isso pouco me importa. Me importa querer de verdade.
Por isso me tapo, me fecho, me escondo. Pra não levar o feio, o incômodo e o chato. Quero a barca leve. Com a leveza que vim quero ir. Não quero peso de tambores, de passos, de containeres de facilidades adquiridas. Quero zarpar limpa, de alma livre, com vento fluindo.
Me chego de tempestade. Essa que nos causamos, por mim e por você. Essa que nos transformou em eternos desconfiados, quase inimigos, ex-cúmplices e fraternos. Quero a liberdade de ir só. Sem te carregar como fardo.
É por isso que tapo os ouvidos para não ouvir
E fecho os olhos
E se perguntarem o porquê dos algodões diga a la “Pétalas de uma Flor em Mim”, que já cuspi sangue dos cactos que engoli e que agora solto bolinhas brancas das nuvens que resolvi saborear.
E aos preocupados diga que fui como haveria de não voltar. Fui-me embora para onde encosto esta porta, pulo pela janela e vou encontrar um labirinto cheio de cores novas aonde vou me atirar. Deixo somente meus algodões e a leveza do meu estar. De resto, até um dia, até de novo, o destino das escolhas nos faça reencontrar.
Seco as algas da face, clareio o rubro da face, descarrego-me das dores, das mutilações e das guerras que batalhamos. Me provoco leveza, paciência e equilíbrio. Porque vou-me. E te deixo sem vírus, sem doença e sem dor. Fiquemos bem.
Abro os olhos e agora vou.

Ir como veio... Ninguém nunca sai da mesma forma, e sendo a mesma pessoa, nunca! (...) Há despedidas "indolores", mas não tem como não ter um rasgo de sangue e uma lágrima correndo o canto dos olhos. Bjus.
ResponderExcluirhttp://contesta-acao.blogspot.com
Porque dos cactos ficam as cicatrizes que apenas nos lembram mais uma etapa difícil que passou, e depois a gente pode encher a barria de pedaços e núvens macias...
ResponderExcluirobrigada pelo carinho,
Um grane beijo
Ok alice, eu me rendo...
ResponderExcluirEu te leio !
Kenzo
Aê, Kenzo!!!
ResponderExcluirObrigada.
Alice.
adoro seus textos !
ResponderExcluircompactuo com sua leveza ... no caos à procura da beleza e princípios ...
Agarrada a sensação ímpar de um sorriso leve e desconfiado depis de uma noite de travesseiro molhado!