Designer by Luiz Cotta

Alice e sua Sombra

Alice não é Ágata.
Alice não é Renata, Débora, Aline, Ana e muito menos Carolina.
Alice não é bailarina, professora de forró, santa ou indulgente.
Alice é só Alice mesmo. E mais nada.
Por enquanto...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Alice e sua pequenez

Nasceu assim mesmo, assim meio atravessada, travada, distante, arraigada.

Sempre foi assim mesmo, meio torta, meio boboca, meio mistura, pintada, pequena, encolhida, sistêmica.

Continua assim irreverente, desbravada, cheia de marra, inexperiente.

Ela é boba, esperta, transversa, avessa, inconsistente, incondicional, crente.

Vive assim, de lado, abestada, iludida, no meio do caminho, doida e pertinente.

E tudo isso que é faz parte do que nasceu, foi, continua, é e vive.

E tudo isso lhe tranca a garganta e esmiúça como radinho de pilha entupido, pingando fiapos de grunhidos. Eram pra ser gritos. Mas são só chorinhos miúdos. Era pra ser explosão. Mas é só pouquinho.

E de todos os poucos que é, de toda a miudeza que faz, de tudinho que mal aparece em ser, Ela sabe que issozinho é gigante aos olhos de quem consegue ver. Assim como seu choro é audível aos ouvidos de quem lhe tem a chance de escutar. Mas, por hora, chora fiapos gatinhos.
Um dia vai chorar leão. Mesmo que continue grunhindo.

Um comentário:

  1. Tua pequenez é encantadora! Bjus.

    http://contesta-acao.blogspot.com

    PS: Você tem um presente no Contestação.

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Quem falou aí?

Janela da alma... E sombra.

Janela da alma... E sombra.

Quem?

O que disse Richard Pekny