Designer by Luiz Cotta

Alice e sua Sombra

Alice não é Ágata.
Alice não é Renata, Débora, Aline, Ana e muito menos Carolina.
Alice não é bailarina, professora de forró, santa ou indulgente.
Alice é só Alice mesmo. E mais nada.
Por enquanto...

terça-feira, 15 de junho de 2010

Alice e Fim

Alice era de poucas palavras quando lhe fosse conveniente. Como lhe era conveniente agora.

Virou-se de costas e preferiu não olhar mais nos olhos. Estufou o peito e respirou fundo. Olhou para frente, reto, na reta. E dali saiu sem se manifestar.

Andou firme em direção à próxima esquina. E andou com a firmeza que seus pés lhe permitiam em passos, afinal, eram etapas de uma marcha de alvedrio. Iria. Foi. Foi-se.

Alice não gostava de extremos, do muito baixo, do muito ágil, do muito qualquer coisa que pouco. Mas às vezes era esquerdista. Era pá e era pum. Pronto.

Chegou à esquina e sequer percebia que era observada com espanto por detrás. Só buscava pelos bolsos da calça a chave do carro, a chave da casa. Mas era analisada em constância enquanto, no seu virar de costas sem dizer adeus, enrolava os cabelos num coque falso e desligava o celular depois depositado na bolsa pequena a tira colo.

Alice sentia-se livre a cada distância que se multiplicava com o espaço de tempo. Deixava pra trás qualquer um ou coisa que não faria mais parte dos seus pensamentos simplesmente por não lhe valer à pena. A sobriedade tomava conta do que poderia, por ventura, bambear-lhe as pernas aflitas. E a razão concedia espaço mínimo para o que seu coração pinicava no estômago

Era tão pouco o espaço que nem mesmo carecia mais do dizer “não”. Já era não sem esforços.

Assim que deu-se por fim. Assim não era mais ligada. Assim acabou.

Ele poderia se perguntar “mas como?”. Elaborasse, então, sua própria resposta ou conceito, tanto faz. Era pouco pra ela. E pouco ela não queria mais. Simples.

Para Alice não existiria nenhum tipo de explicação a não ser o seu não querer. A liberdade já estava nas chaves que acabara de achar. Ascendeu um cigarro e deu partida. Foi.

Tinha sido assim mesmo. O fim, sem palavras curtas, no meio da rua, sem mais olhar nos olhos, sem contato de pele, sem cheiro. Era cru. Tinha sido nu. E fim.

2 comentários:

  1. Já bem diz Los Hermanos, "todo carnaval tem seu fim". Tem Euclides no Sub Mundos. Bjus.

    http://submundosemmim.blogspot.com

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  2. Oie td bem???? to passando aki pra avisar q o blog esta com varias parcerias com lojas nacionais e internacionais que entregam no Brasil. Beijinhus *-*

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Janela da alma... E sombra.

Janela da alma... E sombra.

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