Alice não é Ágata.
Alice não é Renata, Débora, Aline, Ana e muito menos Carolina.
Alice não é bailarina, professora de forró, santa ou indulgente.
Alice é só Alice mesmo. E mais nada. Por enquanto...
E depois daquela noite estonteante, Alice desabafou:
Disse, veementemente, que Ele eram Dois.
Tinha um Ele que ela amava estonteantemente, pelo qual largaria tudo pra viver na Espanha, perdoria tudo, inclusive... um filho... Ele era O GRANDE AMOR DA SUA VIDA!
E tinha outro Ele. Um Ele louco, devastador da sua alma, herói malvado das sua tragédias, um inútil, pra jogar fora no lixo. E ainda diria QUE NUNCA MAIS QUERIA VÊ-LO DE NOVO NA SUA FRENTE.
O problema, para Alice, é que os dois Ele´s aconteciam juntos. E o tempo todo. No mesmo lugar.
- O cara que ela AMA e que mandaria TOMAR NO CU, agora.
Este desabafo de Alice, então, nada mais é sua simples e crua realidade do que pensar d'Ele. O Ele que ela prefere. Ou gostaria de preferir.
Então, depois da noite estonteante, Alice não era Ágata. Alice não era Renata, Débora, Aline, Ana e muito menos Carolina.
Era só Alice desesperada por um viver ambíguo e antagônico. E "tava osso", ela reclamava para seu umbigo ou para o umbigo dos outros. Porque este é o tipo de reclamação de umbigo.
Ela só queia dormir em paz. Sozinha por ora. Porque todos os outros que a habitaram neste tempo de agora, não a satisfizeram. Ela fingia. Porque só Ele (inteiro e não repartido) a fazia gozar sem vergonha de (sua Sombra).
E Alice NÃO AGUENTAVA MAIS FINGIR GOZADAS. Queria mesmo é fazer amor.

vou roubar esse texto... alice precisa aparecer no meu blog!
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