E pra preencher aquele vazio intermitente, Alice (e sua Sombra) foram dar uma volta. Saíram pela porta sem olhar pra tras. Andaram sem olhar pra frente.
Desembestadas, não sabiam o que fazer. Só a Sombra repetia "de novo, Alice?" nos ouvidos atônitos e cansados do 'de novo' que tanto lhe era presente.
Alice fugia o tempo todo, em vão, daquela mancha, onde quer que fosse, ouvesse ou não, sol. Mas não lhe sobrava tempo, perspicácia, atenção ou qualquer coisa que valha, para que Alice entendesse. Que aquela entre parênteses era tão somente ELA refletida nos seus caminhos e lhe dizendo coisas que ela mesma jamais diria.
Na incerteza, então, compraram um pote de sorvete e foram-se embora. Ainda sem olhar pra frente. Ou para tras.

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