E hoje ela acordou, de novo, com uma ressaca moral imensurável e uma vontade enorme de auto mutilar-se. Hoje sua cabeça doía, seu pescoço doía, sua boca sentia sede, seu cabelo fedia a cigarro, sua unha queimada, dedos amarelados, estômago gritando dentro dela e aquela vozinha “você precisa de se cuidar melhor, não?”. E aquela vozinha sempre tinha razão, qualquer coisa que dissesse. Era sempre certo, cabido em todas as circunstâncias de todas as suas constâncias.
Isso era o pior daquela tremenda desidratação do corpo e da alma: A vozinha que insistia em perguntar: “de novo, Alice?”

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