E foi ali, naquele parque, à noite, embriagada de gente diferente, de dreads, de rasteirinhas, de boinas, de cheiros, de luzes e de música...
Foi ali, de frente para aquele palco, na grama, com amigos de todos os tipos...
Foi ali que me deu uma vontade enorme de compartilhar com você o que me passava no peito.
Foi ali que tive vontade de ter você do meu lado, só pra ficar do meu lado e entender a minha admiração. Porque só você entende aquela minha admiração louca, a vontade de fazer parte do som, de me deixar levar pelas notas, de dançar, voar. Porque só você entende que aprendi a arte de ouvir um baixo e um pandeiro. Porque foi você que me ensinou.
E foi ali, naquele lugar que queria seu ombro, porque é tudo o que eu quero, pra falar que eu estava achando o máximo aquela gaita da mocinha de trás que se juntava à melodia daquele rock 80’s e fazia música.
E foi ali que te queria comigo pra aproveitar tudo que eu tenho certeza que você ia adorar.
E foi ali.
Ali que tive vontade de registrar meus olhos, meus ouvidos, meu tato, meus sentidos todos pra você ver.
Ali que me deu vontade de te ligar, mas você não atendeu. Mas eu precisava muito saber se aquilo que acompanhava a sanfona era mesmo um bandolim gigante ou era um violão maluco. Porque foi o único violão maluco que vi tocar bonito como você tocava “Asa Branca” foi aquele, naquele lugar.
E, naquele lugar, a nostalgia me pegou de jeito. E meu coração... Ah, meu coração... Eu comecei a entender. Meu coração estava vazio. Vazio naquele lugar cheio de gente. Bailando numa cantoria que eu adoro. De um jeito que eu adoro. Porque eu estava linda, estava feliz, plena. O meu coração estava vazio. Isso tudo era eu, naquele lugar.
E foi bem ali que entendi que meu coração estava vazio de um amor. Daqueles que enchem a gente e estouram por dentro, por fora, borbulham vermelho, brilham os olhos.
Naquele lugar, então, eu entendi de vez. Que você foi meu primeiro e único grande amor. E sinto muito a falta deste tipo de amor.
Mas o que quero mesmo é explodir de amor no peito e recostar a cabeça escutando uma sanfona e um bandolim violão maluco numa asa branca. Eu quero um amor que explode. Como você me explodia.

Há esses textos doídos de grandes amores... Ai, ai... Bjus e boa semana.
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Nossa Alice... Que lindo. Muito mesmo...
ResponderExcluirBj
Você possui um selo lá no Contestação. Bjus.
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