Designer by Luiz Cotta

Alice e sua Sombra

Alice não é Ágata.
Alice não é Renata, Débora, Aline, Ana e muito menos Carolina.
Alice não é bailarina, professora de forró, santa ou indulgente.
Alice é só Alice mesmo. E mais nada.
Por enquanto...

domingo, 31 de maio de 2009

Alice e seus corpos

E eram as mãos conhecidas que lhe afagavam as costas com cuidado. Era a pele de cheiro que já se sabia num depois de coisa que não fora intensa como gostaria, apesar de saber que nunca seria. Não fora incandescente, apaixonante, enlouquecido. E nem demorado, prolongado, exaustante, como gostaria que fosse.
Mas as mãos cuidadosas eram um carinho de que não sentia falta, mas sentia prazer. Era um afago que compensava o conhecido jeito rápido de fazer as coisas. Mas era, enfim, um afago. Que vinham das mãos cuidadosas e macias que tão bem conhecia.
Daria um belo quadro de corpos.
...
E depois eram mãos que desejou muito. Mãos rapidas de cheiro vil, de toque diferente, de gostoso, de delonga, de coisa louca, de incandescente, apaixonante, enlouquecida. Era diferente. Era até encantador. Era uma vitória. Era um gozo. Não era romântico. Era inquietação, era ardor, era brasa.
Eram corpos que não dariam quadro.
E as mãos não afagavam com cuidado. Mas afagavam querendo mais, sempre mais. E o cheiro... O cheiro era de atrevido. Era um cheiro forte. Não era cheiro manso, cheiro macio. Era varão.
...
E nada lhe era suficientemente bom para ser seu.
Queria afago com ardor.
Paixão com carinho.
Queria a consternação da paz.
E depois dormir sem travessuras e satisfeita.

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Janela da alma... E sombra.

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